sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Motos e moticiclismo 1969 - GUIDÃO CONTRÁRIO

Que experiência assustadora eu tive com minha Ducati 250c.c.
Já naquele ano, comecei a contar e explicar a todos sobre minha descoberta, que quase me custou a vida.
Por isso gosto dos filósofos empíricos e dos conhecimentos adquiridos através dos experimentos e sentimentos.
Poder gritar "EUREKA", é assim que se faz isso ou aquilo.
Vamos lá, nessa época (1969) poucos carros nas ruas, e motos, uma ou duas dúzias em Londrina se muito.
Eu já era piloto experiente de carros e kart, e motociclista desde a época das bicicletas motorizadas, e sempre gostava de aprender e testar novos limites meus e do equipamento que estivesse usando.
A Av. JK com asfalto novinho, era um convite aos testes com suas curvas lindas e de média velocidade (110km/h) no sentido leste, a curva da Igreja do Shangrila e a seguinte depois da escola Delta, mais desafiadora por ser uma curva composta, que comecei a fazer a uns 90 km/h e fui aumentando todas as vezes que por lá passava, e já estava a uns 115 km/h quando percebi que o limite seria uns 113km/h, dai tan tan tan tan, senti que não faria a curva nos cento e quinze kilômetros por hora de velocidade, então:
1- pensei em desacelerar, mas isso me derrubaria por ter efeito de freada apenas na roda traseira, o que me derrubaria com a Ducati e iria me arrebentar na calçada
2- frear as duas rodas juntas não era aconselhável, pois estava acelerando a meia potência e isso levantaria a moto impedindo que inclinada contornasse a curva
3- tudo isso estava acontecendo epenas 2 segundos e tinha que tentar alguma coisa que ainda não sabia, mas não era nada do que poderia ser racionalmente imaginável em uma pilotagem
4- desacelerar muito e aos poucos era o que já vinha fazendo a uns 2 segundo, qual seja, desenrolar mais o cabo do acelerador tão proporcionalmente em pouco mais de um segundo para não ter efeito freio na traseira, mas estava indo de encontro à guia da calçada, postes e árvores do lado de fora da curva d JK
5- ai então comecei o que seria lógico, virar o guidão para o lado da curva, ai o frio na barriga foi monstruoso, pois mesmo virando o guidão, digo apenas precionando o guidão para o lado esquerdo que era o da curva, a moto tendia a se levantar da inclinação que estava, e ia mais para a vertical, tirando-a da trajetória da curva e indo para guia de fora, onde bateria e cairia com o corpo direto no poste a uns 112 km/h, deveria morrer quase no ato
6- não deu certo o lógico, e eu ia me arrebentar, pois quanto mais tentava precionar o guidão para o lado da curva mais eu e a Ducati íamos fara fora de encontro a calçada e postes e árvores
7- desisti e pensei, não tem jeito e será o que Deus quiser agora
8- Deus quis Graças a Deus, e eu simplesmente não fiz mais nada, tirei a pressão que fazia para o guidão virar a moto para a esquerda deixei que apenas rolasse aos 111 km/h e fiquei esperando as rodas encontrarem a guia da calçada onde a moto cairia e meu corpo se chocaria com as balaustras de uma pequena árvore jovem
9- ai o milagre, Deus me guiou para nada mais fazer, tirei a força das mãos no guidão, parei de acelerar e a moto foi aos poucos quase encostando no meio fio da calçada onde já era uma reta e foi desacelerando rente ao meio fio
10- não cai, parei com uma tremedeira nas pernas, vi morte de pertinho, mas ainda não entendia o porque, quando eu tentava virar o guidão para a curva, mais a moto ia para fora, até feliz mesmo sem ainda entender, mas vivo e sem fraturas
11- recomposto, mas ainda tremendo, funcionei minha Ducati 250 c.c. , queria ir para casa e pensar no desastre que havia escapado, isso com a Graça de Deus
12- ao descer a Rua Antonina, hoje JK, a uns 50 km/h comecei a forçar o guidão para esquerda e para a direita e a cada tentativa, a reação da moto era contrária ao que eu tentava
13- "EUREKA", descobri, QUASE MORRI, MAS DESCOBRI O "GUIDÃO CONTRÁRIO"
14- depois acabei ficando craque e fazia isso a 170 km/h em estradas desimpedidas e para teste, onde com minha Honda 750 c.c. conseguia de um lado a outro da estrada cantando o pneu dianteiro, como numa prova de cones, mas a cento e seteenta por hora era um desfio e um show, com toda segurança
15- fui espalhando minha descoberta, que nem o campeão brasileiro de motociclismo sabia, pois eu e o Bras fizemos todas as pergunta a ele na época na praia de Ubatuba em São Francisco do Sul onde o encontramos já por volta dos anos oitenta, dez anos depois e nem o campeão sabia
16- hoje ainda, apesar de ter contado sempre a todos motoqueiros, poucos o sabem, mas tive vários depoimentos de motociclistas que me dizem terem sido salvos pelo meu invento
17- precisa mais? treine em várias velocidades, e vai ver que a vinte o guidão vira mesmo e vei ficando duro com a velocidade, ao ponto de em meus testes em altas velocidades, tentava virar o guidão com todas as forças dos meus braços, o pneu da frente canta e a moto vai direto no sentido contrário do tentado no guidão
Beto Monteiro (descobri em 1969)
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